Mais uma dúvida...


Mais uma dúvida que uma certeza.
Mais pela mudança que pela estabilidade.
Mas principalmente pela intensidade.

Dúvidas?

Comentários?

Já fui muito feliz, sabe. Já contei? Já te contei dos sorrisos que exibia de sol a sol, iluminando meu quarto e todos os limites dessa minha realidade? Fui feliz, com todas as minhas histórias mirabolantes dançando sob minhas pálpebras ainda cansadas. Rindo, diz que tenho uma fértil imaginação. Rindo de todas as improbabilidades que canto a plenos pulmões. Te vejo divertir e isso até se parece com um pouco de luz por entre essa neblina densa. Mas acredite. Ou não, se não quiser se deixar envolver pelo impossível, pelo mistério, pelo devaneio e pelas memórias escorregadias.

Depois conto o resto.

Recomeço

Tenho certeza que já conheço essa viela, mas posso estar enganada. Não será nenhuma surpresa afinal. Tudo é tão diferente, mas deixar o vento percorrer os cabelos e pelos e braços e costas me parece agradável. Me deixo assim, seguindo esses passos que não sei se sou mesmo eu pisando. Esperando pela próxima canção, pela próxima dose, pela próxima história, e, com sorte, pelo próximo sorriso. Quem quer que seja que me indicou esse caminho tão escuro demais, só me assegure que no fim me abraça e finge não sentir minhas lágrimas preenchendo o silêncio da noite. Um dia prometo explicar.

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“No final das contas, há algumas coisas que não dá pra evitar de comentar.

Algumas coisas que a gente não quer ouvir e algumas coisas que a gente fala porque não dá pra segurar mais.

Algumas coisas são mais do que você diz, elas são o que você faz.

Algumas coisas você fala porque não há outra opção.

Algumas coisas você guarda pra você mesmo.

E às vezes, algumas coisas falam por si só.”

                           

Eu ando com os pés trocados.

Meus passos tão reais e limitados não comportam o tamanho dos meus sonhos.

As minhas estradas tão utópicas.

Os meus joelhos se cansam sob meu ritmo assimétrico.

Meus dentes cerrados, impedindo meus cantos mais belos de se fazerem soar.

Toda essa realidade espessa, sufocante, limitante.

Impedindo meus vôos mais altos, impedindo meus desejos mais loucos.

Meus olhos que não vêem ainda o fundo dos teus olhos.

Que se murcham à visão da tempestade que se pronuncia, que tu prenuncia.

Mesmo que por dentro me revista de doces plumas e sonhos infindáveis…

Me revista de altivez, de coragem, de motivação.

Ainda assim ando com os pés trocados.

Ainda não acostumada com os espinhos que me ferem em lugares que sequer sabia existir.

Ainda acordo estranhando, acreditando o sonho da madrugada mais digno.

Se podia voar, se sabia ser, se entendia os detalhes, por que se render ao não saber constante dessa dita realidade?

Meus passos não indo na direção que mando, minhas mãos atadas…

Talvez seja só mais um sonho.

E a realidade me permita finalmente contemplar nos teus olhos o reflexo de mim mesma.

E me reconhecer a mim mesma, inteira.

Não assim sufocada nesse caminhar por estradas que não as minhas.

Quem sabe ao acordar…

E enfim despertar .

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Source: maisumaduvida

Fitas coloridas no cabelo-de-vento, pés ligeiros no compasso do frevo, sorriso de loslaio e olhos de quem senterespiraevive assim, tudo de uma vez, sem conceituar felicidade.
felicidade

Siga onde vão meus pésPorque eu te sigo também.

E do alto dessa minha ingenuidade, protegida por sólidos muros de medo e orgulho, penso sobre as tempestades, as preocupações que se podem divisar. Sem ver que me trazes uma caixa de sorrisos, lindamente embrulhada em dias de sol. Vem por entre a multidão com os olhos fixos, e me traz um abraço e um aconchego enquanto me retraio lembrando somente de sombras e feras por entre os pés.

Tão tola, como sempre fui, lhe faço ouvir minhas demandas vãs, levianamente contadas como que para as paredes. E ignoro seu sorriso calmo, esperando que acabem os caprichos de menina, esperando aflorar novamente a mulher. Ignoro seus esforços, não percebo como se movem as engrenagens por trás de todas essas coisas que me alegram. Continuo com as palavras afiadas enquanto simplesmente não percebo o quanto caminhaste para me trazer uma simples caixa de sorrisos embrulhados em dias de sol. O quanto fizeste, colhendo um a um, em um jardim secreto. E espera pacientemente, querendo simplesmente me vestir com esse manto suave, e assim espera. Recebendo com não mais que um sorriso os copos de dissabores e frustrações vagas que ofereço um após o outro. 

Eu pedindo, questionando, exigindo cada vez mais, enquanto és muito mais do que qualquer dia pude querer. Talvez por não ter esperado por tanto que me seja tão difícil de ver o quanto és para mim. Ou talvez não queira ver, mergulhada nessa torre de orgulho.

Mas basta de buscar desculpas para o comportamento aristocrata cheio de despropósitos. Lentamente, degrau a degrau, vou tateando e encontro a saída destas pedras que me sufocam. Posso então apreciar os sorrisos tão adoráveis que me trouxe, como um simples bom dia, mas antes de tudo isso, sentir o toque suave de seus dedos em meu cabelo, sentir meu corpo no seu abraço, e ver então que tudo o que não se resumir a uma felicidade bastante simples não passa de um despropósito. Ver então que não preciso pedir nada além do que já está disposto a me oferecer, muito mais do que eu jamais quis, muito além do que eu preciso. Também eu poder mostrar que sou capaz de fazer o necessário por um simples sorriso seu, e quem sabe mais. E seguir seus passos, que eu sei que conheces o caminho.

Siga onde vão meus pés
Porque eu te sigo também.

E do alto dessa minha ingenuidade, protegida por sólidos muros de medo e orgulho, penso sobre as tempestades, as preocupações que se podem divisar. Sem ver que me trazes uma caixa de sorrisos, lindamente embrulhada em dias de sol. Vem por entre a multidão com os olhos fixos, e me traz um abraço e um aconchego enquanto me retraio lembrando somente de sombras e feras por entre os pés.

Tão tola, como sempre fui, lhe faço ouvir minhas demandas vãs, levianamente contadas como que para as paredes. E ignoro seu sorriso calmo, esperando que acabem os caprichos de menina, esperando aflorar novamente a mulher. Ignoro seus esforços, não percebo como se movem as engrenagens por trás de todas essas coisas que me alegram. Continuo com as palavras afiadas enquanto simplesmente não percebo o quanto caminhaste para me trazer uma simples caixa de sorrisos embrulhados em dias de sol. O quanto fizeste, colhendo um a um, em um jardim secreto. E espera pacientemente, querendo simplesmente me vestir com esse manto suave, e assim espera. Recebendo com não mais que um sorriso os copos de dissabores e frustrações vagas que ofereço um após o outro. 

Eu pedindo, questionando, exigindo cada vez mais, enquanto és muito mais do que qualquer dia pude querer. Talvez por não ter esperado por tanto que me seja tão difícil de ver o quanto és para mim. Ou talvez não queira ver, mergulhada nessa torre de orgulho.

Mas basta de buscar desculpas para o comportamento aristocrata cheio de despropósitos. Lentamente, degrau a degrau, vou tateando e encontro a saída destas pedras que me sufocam. Posso então apreciar os sorrisos tão adoráveis que me trouxe, como um simples bom dia, mas antes de tudo isso, sentir o toque suave de seus dedos em meu cabelo, sentir meu corpo no seu abraço, e ver então que tudo o que não se resumir a uma felicidade bastante simples não passa de um despropósito. Ver então que não preciso pedir nada além do que já está disposto a me oferecer, muito mais do que eu jamais quis, muito além do que eu preciso. Também eu poder mostrar que sou capaz de fazer o necessário por um simples sorriso seu, e quem sabe mais. E seguir seus passos, que eu sei que conheces o caminho.

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…e ver então que tudo o que não se resumir a uma felicidade bastante simples não passa de um despropósito.

…e ver então que tudo o que não se resumir a uma felicidade bastante simples não passa de um despropósito.

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Simplesmente acordar por que é melhor te olhar nos olhos que nos sonhos. 
Por mais loucos, por mais que os sonhos não retratem as tempestades, as preocupações, os compromissos. Chove lá fora, e por enquanto isso é tudo que importa. Que o tempo escorra lento pela paredes, não preciso me importar com os minutos que se extendem entre cada sorriso inocente. Por hoje deixe assim, esqueça do que um dia já foi, só se deixe assim aproveitando esse não fazer nada, só se deixe relaxar, só se deixe estar. Me trança os cabelos entre seus dedos, em minhas costas escreve histórias de guerreiros e dragões. Qualquer barulho lá fora é pretexto para me abraçar, me acalmar, me dizer tudo vai ficar bem, tudo vai ficar. Seu corpo junto ao meu, seu calor me fazendo querer estar mais e mais ali, mais perto, mais tempo, mais junto. Me acorda com palavras doces murmuradas só para mim, me acorda com promessas de dias só nossos. Me deixa com esse sorriso de tudo vai dar certo se continuares aqui. Continue aqui.

Simplesmente acordar por que é melhor te olhar nos olhos que nos sonhos.

Por mais loucos, por mais que os sonhos não retratem as tempestades, as preocupações, os compromissos. Chove lá fora, e por enquanto isso é tudo que importa. Que o tempo escorra lento pela paredes, não preciso me importar com os minutos que se extendem entre cada sorriso inocente. Por hoje deixe assim, esqueça do que um dia já foi, só se deixe assim aproveitando esse não fazer nada, só se deixe relaxar, só se deixe estar. Me trança os cabelos entre seus dedos, em minhas costas escreve histórias de guerreiros e dragões. Qualquer barulho lá fora é pretexto para me abraçar, me acalmar, me dizer tudo vai ficar bem, tudo vai ficar. Seu corpo junto ao meu, seu calor me fazendo querer estar mais e mais ali, mais perto, mais tempo, mais junto. Me acorda com palavras doces murmuradas só para mim, me acorda com promessas de dias só nossos. Me deixa com esse sorriso de tudo vai dar certo se continuares aqui. Continue aqui.

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Córrego [parte III - final]

                             

Como se estivesse tão distante, mesmo estando a centímetros dos lábios. Como se nunca fosse, ou nunca pudesse se aproximar.


Cada vez mais complicado. Não se pode confiar nas emoções de quem também foi jogado no turbilhão. As emoções se confundem e se misturam. Se espalham e se entrelaçam. Em alguns momentos ternas e, em outros, indiferentes. E nenhuma certeza mais é possível.


Me dê a mão só! Saimos daqui então… Sei que o jardim florido e ensolarado que me prometeram está a apenas alguns passos. A apenas alguns sorrisos. A apenas alguns abraços e a algumas palavras daqui. Acredito. E acredito ser possível a organização emocional. E a fuga do turbilhão de rostos e festas e pensamentos e desejos. É preciso. Só basta a sua mão. E a sua felicidade com isso. Sozinha não consigo.

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Córrego [parte II]

                               

Lhe disseram estude. E nada lhe pareceu fazer sentido. Palavras vazias em livros em branco. Memórias de rostos e fórmulas e frases, todas misturadas e parecendo um só quadro em sua mente


Ela se convence que precisa de um sorriso simples a cada manhã e de um beijo carinhoso por noite. E se convence de quais lábios quer que os dê. Mas nada mais ao seu redor se convence do mesmo. E ela não consegue fugir, como se o determinismo estivesse impregnado em sua pele. Não consegue fazer os rostos pararem de girar. Fugir do turbilhão exige muito mais que pensamentos carinhosos. Muito mais que vontades momentâneas. Ou até vontades duradouras. E cada vez mais, por vontade própria até, se deixa afogar pelas emoções conflitantes e pelos pensamentos confusos.

Busca uma forma de conciliar os diversos amores, as diversas dores e a responsabilidade inerente a ela. Mas sabe que a atitude de buscar conciliar, em si, vai de encontro com seus desejos atuais. Queria não conciliar, mas só buscar a felicidade simples. Mas ela se apresenta de tantas formas, com tantos olhares e sorrisos que a confusão é inevitável.


 

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